"Chanceler recorde" dos alemães (16 anos no poder), arquiteto da reunificação e da moeda única, cidadão honorário da Europa e há muito pai político de Angela Merkel. Mas, hoje, Helmut "Kohl acusa a política europeia de Merkel", titula o Tagesspiegel. Aos 81 anos, muito parco em comentários políticos, o antigo chanceler deixou escapar ao Spiegel juízos duros sobre a atual chefe do Governo: "Destrói a minha Europa", confessou a um próximo, qualificando de „muito perigosa“ a política de Angela Merkel durante a crise do euro. A expressão, que varreu a imprensa, foi desmentida por Kohl que tenta agora dirigir a atenção para os erros do seu sucessor social-democrata, o chanceler Gerhard Schröder, responsável, a seu ver, por minar o pacto de estabilidade e ter deixado entrar a Grécia para o euro. Mas a imprensa, nomeadamente o diário de Berlim, considera catastrófica a política de Angela Merkel que "não sabe como meter o poder ao serviço da res publica e se submete às imposições do momento".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.