"O BCE intervém", traz o La Vanguardia em título, na sequência do ataque dos mercados contra as dívidas espanhola e italiana. O BCE interveio, na verdade, para travar esse ataque, através da compra de ações de ambos os países. O primeiro-ministro espanhol afirmou em Madrid, na presença de Herman van Rompuy, salienta o La Vanguardia, que "os países poderosos" devem assumir as suas responsabilidades na crise do euro, fazendo clara referência à Alemanha de Angela Merkel e às suas reticências sobre a participação dos bancos privados no segundo plano de apoio à Grécia, uma questão "central e decisiva", segundo Zapatero. Para o diário, é uma "mensagem socialista" para "a entrada em cena de uma Espanha resistente". No seu editorial, o La Vanguardia considera que, dada "a inquietante falta de governação" na UE, o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy faz bem em convocar uma reunião de emergência para este fim de semana em Bruxelas, "especialmente após o triste espetáculo dado pelos ministros das Finanças” europeus na sua reunião de 11 de julho.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.