“Criminosos”, insurge-se o diário Politis, no dia seguinte à explosão de um depósito de munições que causou 12 mortos e 62 feridos numa base naval no sul do Chipre. O diário publicou uma fotografia na qual se veem caixas armazenadas ao ar livre. “O chefe da Marinha, morto na explosão, tinha já várias vezes informado sobre o perigo desta mercadoria e tinha exigido a sua transferência para um local seguro”, relata o Politis, que aponta para um “problema ideológico”. Os explosivos tinham sido apreendidos em 2009 num navio de origem russa que os transportava ilegalmente desde o Irão até à Síria. “O chefe do Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros tinha até, segundo o Wikileaks, escrito uma observação na qual exprimia a sua inquietude sobre o conteúdo desses contentores”, explica o Politis. Mas por ideologia, por amizade com a Rússia, ninguém prestou atenção e isso custou a vida a 12 pessoas. Os cortes de eletricidade continuam e a aldeia turística de Zigi foi praticamente devastada pela deflagração”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.