A primeira página do Libération apresenta dois títulos relativos a duas situações difíceis para a França: "Líbia: a França encurralada" e "Síria: a França na mira". O diário relata a abertura do debate, hoje, no Parlamento francês, sobre a continuidade das operações militares na Líbia. E recorda que, "colocada na vanguarda da coligação ocidental", a França "se encontra envolvida num conflito muito mais longo do que inicialmente pensara". E, embora a oposição socialista deva continuar a apoiar a operação, o debate que hoje se inicia na Assembleia Nacional é bem-vindo, escreve o Libération. Porque, "não restam dúvidas de que o objetivo da guerra de Sarkozy e dos aliados era depor Kadhafi, inclusive pela força". E, "hoje, Paris emite sinais ambíguos sobre a possibilidade de negociar com Kadhafi, que poderia mesmo permanecer na Líbia (…) Uma prova de que, ao contrário do que garantiam os estrategas de café, a opção militar não era a solução rápida e eficaz para instalar a democracia em Tripoli."
Na Síria, Paris tem de enfrentar o ataque contra a sua embaixada em Damasco, por "manifestantes" que apoiam o regime de Bachar El Assad. Essa operação, que também teve por alvo a embaixada americana, é "mais um sinal de que o regime sírio está a perder terreno, dando mesmo a impressão de se encontrar numa situação desesperada", e parece ser a resposta à visita dos embaixadores americano e francês aos opositores ao regime, na cidade rebelde de Hama.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.