"A Europa teme pela Itália", titula o Financial Times Deutschland, no dia em que dirigentes económicos da zona euro se reúnem de urgência em Bruxelas. Desde o último fim de semana que a Itália passou a ser o alvo dos mercados, com os juros a que se financia no mercado da dívida a atingir níveis recorde. Segundo um alto diplomata, citado pelo diário de Hamburgo, o comissário europeu, Olli Rehn, está "extremamente preocupado com o desenrolar da situação em Itália" e exige "finalmente uma solução global para não ter de continuar a ocupar-se de um país a seguir ao outro, individualmente".Segundo o diário berlinense Die Welt, Banco Central Europeu propõe um alargamento do mecanismo de salvação europeu para 1,5 biliões de euros. Num editorial, o FTD comenta que mais uma vez se exige uma solução rápida. "Até agora, a estratégia de resgate visava acalmar os receios em relação aos pequenos Estados europeus para se evitar outro choque. Mas uma falência da Itália revelaria que isso não passou de pó para os olhos".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.