"Otto de Habsburgo era o último a ter uma verdadeira ideia da transformação democrática do Império da Áustria no seio da Europa." É assim que o Die Presse lamenta a morte, aos 98 anos, do primogénito do último Imperador da Áustria e Rei da Hungria. Este diário de Viena acrescenta que o funeral do antigo deputado europeu irá "ressuscitar a nostalgia dos austríacos", porque "Otto era o último laço intelectual e biográfico com o Império Austro-Húngaro". "A biografia deste homem", que viveu a anexação da Áustria pela Alemanha, "representa a História da Áustria" e, sobretudo, "o regresso às origens", no tempo de Hitler. "Uma nação, que tinha tão pouca confiança em si mesma que imaginava ter sido apenas uma vítima [de Hitler], tinha medo de um homem [Otto de Habsburgo], que, durante décadas, se manteve fiel às suas convicções". Para o Die Presse, "a ferocidade contra os Habsburgo" fazia parte da "neurose histórica" dos austríacos, que só foi atenuada "nas salas terapêuticas da União Europeia".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.