“Agências de rating ameaçam ajuda à Grécia”, titula hoje o jornal Público. Segundo o diário lisboeta, o novo pacote em discussão de ajuda financeira à Grécia, num montante estimado de 85 mil milhões de euros, corre o risco de cair num impasse. “Os bancos alemães e franceses mostram abertura para participar num rollover da dívida grega (prolongamento do prazo de pagamento) desde que as agências de rating não baixem a avaliação de risco do país”. Mas é exatamente que a Fitch e a Standard & Poor"s (as duas maiores agências de rating) ameaçam fazer. As agências temem que as atuais negociações entre a UE e a Grécia levem “a uma falta de pagamento de acordo com os nossos [agências de rating] critérios". Três dias depois de os ministros da zona euro terem acordado a libertação da última tranche, no valor de 12 mil milhões de euros, do actual programa de ajuda à Grécia, sem se comprometerem com uma data para aprovar o novo pacote, a pressão sobre o país volta a aumentar.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.