Handelsblatt, 1 julho 2011
Depois dos bancos franceses, os alemães concordaram em investir 3,2 mil milhões de euros na compra de obrigações gregas, dado o vencimento das anteriores. Um gesto para salvar a Grécia, que é também um "autossalvamento", considera o Handelsblatt. Esse é o montante que os bancos alemães vão ganhar até 2014 com as obrigações gregas que detêm atualmente e que pretendem voltar a investir na Grécia. Assim, evitam "um completo fracasso do reembolso destas obrigações" e asseguram que os juros são realmente pagos por Atenas. Para o Handelsblatt, “este atraente modelo para os bancos não ajuda realmente a Grécia", porque só vai atrasar a resolução dos problemas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.