Há quem prefira, explica, Libération, chamar-lhe "investimento compatível com a charia", diz o Libération. Sem terem nada a ver com o fundamentalismo religioso nem com o financiamento de actividades terroristas, as "finanças islâmicas" reúnem actividades bancárias conformes com o Corão. Em forte crescimento, este mercado desperta cada vez maior interesse entre alguns bancos ocidentais e algumas universidades. Em Novembro próximo, anuncia este diário, a Universidade Dauphine, em Paris, vai portanto lançar um Master 2 (12º ano + 5) sobre "os princípios e as práticas das finanças islâmicas". O Libération, que recorda que a charia proíbe, designadamente, os empréstimos com juros, especifica que o programa inclui: "regime jurídico dos mercados no âmbito das finanças islâmicas, regimes dos contratos de direito muçulmano, distribuição de capitais islâmicos no mundo". Entre os 35 alunos já inscritos, 30 pertencem a escritórios de advogados ou a instituições financeiras e são originários não apenas de França mas também da Alemanha e da Suiça.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.