São apenas 200 signatários mas representam o coração da economia alemã. “As PME contra Merkel”, anuncia o Handelsblatt, que publica uma carta aberta de patrões de pequenas e médias empresas que consideram que a chancelaria optou por “uma via nefasta com a sua política de resgate permanente do euro”. Pedem aos deputados que ponham termo a esta “política de endividamento irresponsável”, alertam contra uma união de transferência (*) na Europa e reivindicam uma modificação dos tratados europeus que inclua uma saída da zona euro. O jornal diário acrescenta que, com estes empresários, que a chanceler gosta de qualificar como “pilares da nossa prosperidade”, Angela Merkel está a perder os seus apoiantes mais fieis.
(*) a UE baseada na transferência de riqueza entre estados membros.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.