Na véspera da votação, no Parlamento grego, do novo plano de austeridade exigido pela UE e pelo FMI, o Ta Nea consagra a primeira página à “fórmula francesa para a crise grega”, congratula-se o diário. Segundo o projeto apresentado pelo presidente francês, “os bancos franceses comprometem-se a guardar durante 30 anos as suas obrigações de dívida grega, para garantirem a viabilidade do país. A proposta agradou, evidentemente, aos meios bancários gregos que veem nela um primeiro passo em direção a uma verdadeira solidariedade europeia e um pouco de descanso para a Grécia”.
O plano é o seguinte, explica o Le Figaro: “Todas as vezes que Atenas pagar 100 euros a um credor, relativo ao vencimento de um empréstimo anteriormente concedido, este reinveste 70 euros. Destes, 50 euros são novamente emprestados à Grécia por um prazo de 30 anos. E 20 euros são investidos em obrigações”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.