Eram entre 2 mil e 3 500, artistas e amantes da cultura, apoiados por museus, tropas e orquestras. Os participantes na "marcha pela civilização", organizada em protesto contra os cortes orçamentais de 200 milhões de euros no setor da cultura, fazem primeira página no Trouw. A marcha noturna de 25 quilómetros partiu dia 26 de junho do largo do museu Boijmans van Beuningen, em Roterdão, e terminou às 3 horas da manhã em Haia. "Os participantes da marcha apelam a todos os holandeses inquietos para que se juntem ao protesto", explica o diário, que adianta que os manifestantes vão organizar outra manifestação dia 27 de junho, em Haia, enquanto a Segunda Câmara debate os pormenores do plano de austeridade que, calcula-se, irá deixar o setor cultural entregue a uma gestão mais empresarial e que penaliza as instituições culturais sem "craveira internacional".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.