Jyllands-Posten, 23 junho 2011
Durão "Barroso ameaça Dinamarca", titula o Jyllands-Posten, que qualifica de ultimato a carta enviada a 22 de junho pelo Presidente da Comissão Europeia a todos os dirigentes europeus. Nela se lê o aviso aos 27 de que "a Comissão não hesitará em intervir" se atuarem contrariamente aos acordos de Schengen. Na Dinamarca, esta carta foi considerada uma tomada de posição contra o país, muito criticado por ter reinstalado os controlos fronteiriços. "A Comissão lança-se sobre os pequenos países, porque eles fazem o que lhes é dito", declara ao Jyllands-Posten, Hjalte Rasmussen, professor da Universidade de Copenhaga. "Não tem esse poder sobre países como a França."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.