Les Echos, 6 de Agosto de 2009.

Perante a crise financeira, os bancos franceses ficaram muito orgulhosos por adoptarem, desde Fevereiro, um código de boas práticas retomado pela União Europeia e o G20: bonificações não garantidas, possibilidade de as reaver em caso de prejuízos ("clawback"), consideração pelo desempenho final dos cargos, etc.

Mas a austeridade não durou muito tempo. "Bancos: regresso dos lucros reabre debate sobre bonificações", é o título de Les Echos, após a notícia dada pelo Libération de que o BNP Paribas tenciona distribuir perto de mil milhões de euros em bonificações aos seus 17.000 assalariados. O banco francês defende-se dizendo que estas remunerações são necessárias para evitar a fuga dos seus “traders” para outras praças financeiras. Eis um motivo para os debates sobre bonificações deverem ser discutidos a nível internacional. Cabe aos governantes fixarem novas regras de jogo, sublinha o Les Echos. "A questão está na agenda da próxima cimeira do G20, em Pittsburg [no final de Setembro]. O futuro das finanças depende disso".