Perante a crise financeira, os bancos franceses ficaram muito orgulhosos por adoptarem, desde Fevereiro, um código de boas práticas retomado pela União Europeia e o G20: bonificações não garantidas, possibilidade de as reaver em caso de prejuízos ("clawback"), consideração pelo desempenho final dos cargos, etc.
Mas a austeridade não durou muito tempo. "Bancos: regresso dos lucros reabre debate sobre bonificações", é o título de Les Echos, após a notícia dada pelo Libération de que o BNP Paribas tenciona distribuir perto de mil milhões de euros em bonificações aos seus 17.000 assalariados. O banco francês defende-se dizendo que estas remunerações são necessárias para evitar a fuga dos seus “traders” para outras praças financeiras. Eis um motivo para os debates sobre bonificações deverem ser discutidos a nível internacional. Cabe aos governantes fixarem novas regras de jogo, sublinha o Les Echos. "A questão está na agenda da próxima cimeira do G20, em Pittsburg [no final de Setembro]. O futuro das finanças depende disso".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.