A detenção, a 15 de maio, de Luigi Bisignani, homem de negócios e consultor, fez "tremer a política", titula La Stampa, que, por pressão do resto da imprensa italiana, já fala do "dossier P4", em referência à loja maçónica secreta P2, cuja finalidade era subverter as instituições democráticas na década de 1970.
Segundo os investigadores, Bisignani, antigo jornalista, estaria à frente de "uma associação secreta, cujos membros, graças aos seus contactos no mundo da política, da administração e das empresas, recolhiam informação sigilosa que utilizavam para exercer pressão, fazer chantagem e, sobretudo, obter vantagens pessoais", como mercados públicos e altos postos, explica o diário italiano.
La Stampa salienta a proximidade entre Bisignani e Silvio Berlusconi, que denuncia um verdadeiro "complot" da magistratura contra a sua pessoa. O jornal exclui, porém, qualquer ligação entre este novo caso e os recentes desaires eleitorais do chefe do Governo, cuja história política "parece votada a um inevitável declínio".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.