“Governo, 1, Sindicatos, 0. Segunda volta, esta quinta”: é o resumo que o Hospodářské noviny faz, em primeira página, de uma das maiores greves de transportes na História do país. Marcada para segunda-feira, dia 13, esta manifestação contra as reformas e as medidas de austeridade do Governo estava marcada para Praga e outras cidades da República Checa. O Tribunal municipal de Praga adiou-a alegando que os organizadores não respeitaram o pré-aviso de 72 horas. Terá lugar a 16 de junho. Segundo uma sondagem citada pelo jornal, as reformas são consideradas inadmissíveis por metade dos checos e cerca de 60% dos inquiridos apoiam a greve, que poderá custar perto de 10 milhões de euros ao setor dos transportes. Confrontado com sucessivas ameaças de greve, o Governo de Petr Nečas prepara-se para apresentar uma proposta de lei sobre o serviço mínimo, nota o jornal. Durante o bloqueio das ruas, os habitantes de Praga foram convidados a andar de bicicleta.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.