"Os parentes recebem membros decepados.Se não pagam, os reféns são mortos. O ‘meio’ búlgaro faz do rapto de empresários um negócio", noticia o Spiegel Online, que estima em cerca de cinquenta o actual número de reféns. O risco é mínimo para os raptores, e a polícia revela algum desinteresse na sua captura. Também é suspeita de envolvimento. "Até os ‘pequenos criminosos’ estão envolvidos.Esta espiral de violência pode tornar-se tão incontrolável como a corrupção que grassa pelo país", refere o jornal online.
Os próprios reféns são olhados com desconfiança, pois é bem provável que os raptos mais espectaculares tenham sido ‘auto-raptos’ para lavagem de dinheiro."As empresas estrangeiras estão cada vez mais expostas aos grupos de mafiosos e aos políticos e funcionários corruptos que com eles cooperam." O Spiegel Online dá o exemplo do empresário americano que um dia descobriu a casa toda vedada com arame farpado, "oficialmente por se tratar de uma construção ilegal.A verdade é que se tinha recusado a pagar o resgate". O homem pagou depois de ter sido queimado um boneco Voodoo no jardim da casa e só então se viu livre do pesadelo e do arame farpado.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.