Depois da lei sobre os meios de Comunicação Social, é agora a vez de a nova Constituição húngara passar pelo crivo dos eurodeputados. Consagrando a sua primeira página às dúvidas levantadas no Parlamento Europeu sobre a utilização pelo Governo do dinheiro do Fundo Social Europeu "para a campanha contra o aborto", o Nepszabadsag dá conta do debate em que os eurodeputados destacaram os pontos de tensão levantados pelo texto governamental. Este retoma em grande medida os ideais do partido maioritário e conservador húngaro, o Fidesz, nomeadamente quanto aos votos eleitorais suplementares atribuídos a famílias numerosas, a consagração da religião católica como religião nacional e a ausência de consideração pela discriminação em relação aos homossexuais. Instada pelos parlamentares, a comissária europeia para a Justiça e os Assuntos Internos, Viviane Reding, não se expressou diretamente sobre o texto, "reservando-se o direito de verificar se a legislação procedente da Constituição é conforme às leis fundamentais da UE". Antes de tomar qualquer iniciativa, Bruxelas deseja aguardar as conclusões dos peritos mobilizados pela Comissão de Veneza, órgão consultivo do Conselho da Europa.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.