"Os fantasmas regressam à Alemanha" é o titúlo do Frankfurter Rundschau. O espectro dos conservadores alemães está de volta. Após dez anos de luta nos tribunais, Karlheinz Schreiber foi extraditado do Canadá para comparecer perante os juízes do seu país natal. O tráfico de armas está no centro de um dos maiores escândalos políticos na Alemanha envolvendo fundos e suspeitas de corrupção. Este escândalo levou à queda do então chanceler Helmut Kohl e do secretário-geral da CDU, Wolfgang Schäuble, actual Ministro do Interior, e à ascensão de Angela Merkel.
O anúncio do processo contra Schreiber "traz de novo a lume o assunto das contas secretas da CDU, que marcou a derrota do partido, e volta a questionar a cultura política alemã", refere o diário alemão. "É pouco provável que Schreiber consiga mais uma vez abalar a República". Mas poderá servir para avivar a memória dos actuais políticos e evitar comportamentos duvidosos. "O mesmo se passa com os fantasmas: quando assustam as pessoas, cumprem a sua missão".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.