"A Europa debruça-se agora sobre os défices regionais”, escreve em título o diário El Periódico, que recorda que “a Comissão [que avalia hoje os planos socioeconómicos e orçamentais dos estados membros] exigirá à Espanha ainda mais restrições orçamentais para reduzir o seu défice em 2012”. Numa altura em que muitos governos regionais, como o da Catalunha, estão em “plena revolta” contra o objetivo de conseguir reduzir o défice público para 6% do PIB até 2012, o El Periódico realça que “ surgem dúvidas na Europa quanto à capacidade do governo central para impor disciplina nas regiões menos dóceis” quando “o PP [oposição à direita] e o PSOE [governo socialista] se acusam mutuamente de falsificar as contas públicas” das regiões. Na opinião deste diário de Barcelona, a situação é grave, no momento em que a agência de notação Moody’s anunciou que a Catalunha desafia o Governo Central, pois não teria instrumentos para assegurar os objetivos exigidos por Bruxelas para o défice, conclui o El Periódico.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.