“Revelação: como os Estados Unidos beneficiam com os nossos segredos”, traz em manchete o Irish Independent, numa série de excertos retirados do “Ireland Cables” [Telegramas da Irlanda] – uma aquisição de cerca de 1900 documentos confidenciais obtidos por organizações informadoras do WikiLeaks. “Os antigos Taoisigh [primeiros-ministros], personalidades culturais, diplomatas, traficantes de droga, alegados terroristas muçulmanos, empresários, empresas petrolíferas, informadores do Vaticano e trabalhadores auxiliares raptados, todos fazem parte do esconderijo da Irlanda”, escreve o diário de Dublin. Os telegramas mostram que os Estados Unidos são cúmplices dos segredos de estado da Irlanda a níveis mais elevados do próprio Estado. Revelaram que os Estados Unidos são “frequentemente referidos em matérias de grande interesse público precedente à oposição ou povo irlandês”. Para o Irish Independent, as revelações “chegam apenas uma semana depois da efusão de sentimentos a favor dos Estados Unidos que acompanhou Barack Obama na sua primeira visita a este país, (…) deu-nos uma visão inédita da verdadeira natureza da nossa relação com os Estados Unidos (…) Mas isto não parece ser uma relação de igualdade”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.