O pedido de dissolução do Parlamento é uma “nova oportunidade para a Letónia”, titula o Diena, depois do presidente ter usado esse poder pela primeira vez. Numa comunicação televisiva, a 28 de maio, Valdis Zatlers “franqueou uma etapa sem precedentes na história do país”, escreve aquele diário, que publica na primeira página uma fotografia dos manifestantes que pouco depois desta comunicação demonstraram o seu apoio a Zatlers. O presidente justificou o seu gesto com a vontade de combater a corrupção dentro do Parlamento, que recentemente recusou levantar a imunidade ao líder do maior partido da Letónia, Via letónia (LPP/LC), o magnata Ainārs Šlesers, que está sob investigação da Agência Nacional Anticorrupção. Nos próximos dois meses, os eleitores serão chamados a pronunciar-se, em referendo, sobre a dissolução do Parlamento; se o “sim” ganhar, o que, segundo o Diena, não será difícil, as eleições legislativas serão marcadas para finais de agosto ou início de setembro. Se o “não” vencer, Zatlers deverá abandonar o cargo. As últimas legislativas realizaram-se em outubro de 2010.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.