O Governo flamengo depende agora de um "duplo apoio", constata De Volkskrant, no dia seguinte às eleições para o Senado. Desde a sua formação, em 2010, salienta o diário, que a maioria da coligação entre liberais (VVD) e cristãos-democratas (CDA) na Câmara dos Deputados depende do PVV, do populista Geert Wilders. Ao ter conquistado apenas 37 dos 75 mandatos para a Câmara dos Senadores, precisa agora do apoio dos protestantes ultra-conservadores do SGP, um partido que se recusa a incluir mulheres nas suas listas eleitorais. O primeiro ministro Mark Rutte "pode continuar, mas tem de ter muito cuidado", nota De Volkskrant. É que, às exigências do PVV, em matéria de imigração e saúde, vão juntar-se as do SGP, o encerramento das lojas ao domingo e a lei anti-blasfémia, que contradizem as ideias liberais defendidas pelo Governo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.