O “debate de justificação” que se realiza nas terceiras quartas-feiras do mês de maio e durante o qual o primeiro-ministro tem de justificar a sua política económica e financeira no ano anterior será, este ano, marcado pela posição do líder populista Geert Wilders, que, como titula o NRC Handelsblad, “se aproveitou da crise” grega. O líder do Partido para a Liberdade (PVV), que apoia o Governo liberal conservador de Mark Rutte, afirmou que “a Grécia é um poço sem fundo” e exige que o executivo pare imediatamente qualquer novo empréstimo a Atenas. Uma ideia que Rutte classificou como “irresponsável” porque, na sua opinião, “a falência da Grécia terá enormes consequências e não se pode correr tal risco”, escreve o diário de Roterdão, que sublinha que o patrão do Banco central holandês, Nout Wellink, tem esta mesma visão do assunto. De Volkskrant sublinha, por seu lado, que a aproximação das eleições senatoriais de 23 de maio fizeram aumentar as tensões políticas nos últimos dias: “se a coligação não conseguir a maioria, a longo prazo, o Governo não poderá cumprir as exigências do PVV”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.