"Moral e política, novas exigências", diz o título de La Croix, que considera que a acusação de tentativa de violação contra Dominique Strauss-Kahn, antigo favorito como candidato socialista às eleições presidenciais de 2012, leva a que nos interroguemos sobre os critérios éticos da classe política. Este caso "coloca a questão da procura de coerência entre vida privada e vida pública", salienta este diário católico. "A partir de agora, será mais difícil para aqueles que sonham com altas responsabilidades tentarem chegar até elas sem mostrarem uma grande discrição e sentido de equilíbrio, tanto nos seus projetos como nos seus comportamentos." E La Croix acrescenta: "O fenómeno não é exclusivo da França. O populismo cego em ascensão por toda a Europa, e também fora dela, alimenta-se em parte da perda de confiança no comportamento diário de todas as elites. E a virtude, uma palavra fora de moda, poderá passar a ser uma nova exigência”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.