O facto de uma ministra alemã ter deixado que lhe roubassem o Mercedes blindado de serviço, durante as férias em Espanha, causou alvoroço. Os eleitores estão escandalizados e a ministra da Saúde, Ulla Schmidt, encontra-se sob pressão. "Toda a gente fala de um carro. Entretanto, 102 mil milhões de euros dos contribuintes desaparecem num banco", indigna-se o Tageszeitung referindo-se ao salvamento do Hypo Real Estate – à beira da falência – pelo Estado alemão, no Outono de 2008. A operação custou 1 200 euros a cada alemão e as circunstâncias em que foi levada a cabo continuam a não ser muito claras, o que levou à criação de uma comissão parlamentar de inquérito. "Em todos os casos em que as coisas são simples, a indignação faz-se ouvir", proclama o TAZ. "Mas, quando se trata de perceber o motivo por que foram parar a um banco 102 mil milhões, a opinião pública fica indiferente e ninguém põe o seu lugar em risco." E este diário de Berlim publica o seguinte título: "Desapareceram 850 000 carros de serviço – e ninguém se irrita."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.