Na primeira volta das eleições locais (municipais e provinciais), a 15 e 16 de maio, a maior parte dos candidatos da maioria governamental está em desvantagem face aos candidatos da oposição centro-esquerda. Inclusivamente em Milão, cidade natal de Silvio Berlusconi e palco da sua ascensão no mundo dos negócios e da política: apesar do envolvimento direto do chefe de Governo na campanha eleitoral, a presidente de Câmara demissionária, Letizia Moratti, regista sete pontos de vantagem sobre o seu adversário Giuliano Pisapia. A segunda volta irá decorrer a 29 e 30 de maio. Para Berlusconi, "que tinha pedido um referendo a si próprio e ao seu Governo", trata-se de "um desaire político", comenta o Corriere della Sera. Para além do controlo político da capital económica do país, Il Cavaliere vê ameaçada a sua aliança com a Liga do Norte, que atribui os resultados às suas estratégias e aos erros do Governo. Deste modo, escreve o Corriere no seu editorial, a 16 de maio, "começou a ser posto em causa um líder que, depois de ter sido considerado demiurgo pelos seus apoiantes e aliados, se arrisca neste momento a tornar-se o bode expiatório".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.