“Os indignados invadem a rua”, é o título do diário El País, no dia seguinte às manifestações que tiveram lugar em cerca de meia centena de cidades e em que participaram milhares de pessoas. Foram convocadas através das redes sociais pela plataforma Democracia Real Ya, para protestarem contra as reformas económicas, tidas como “antissociais”, e postas em prática por um Governo “nas mãos dos banqueiros”, escreve o diário. Nascida em abril, nos meios universitários, a Democracia Real Ya “conseguiu trazer à rua muitos jovens unidos pela palavra de ordem ‘sem casa, sem trabalho, sem pensões, sem medo’”, explica El País, que acrescenta que o movimento publicou um manifesto em que fala “da inquietação e da indignação dos cidadãos perante as consequências da crise económica e face à resposta política que lhe foi dada”. El Mundo destaca as semelhanças entre os protestos espanhóis e os da “primavera árabe”, porque “as pessoas, preocupadas com a corrupção política e a inércia perante a crise económica e social” revoltam-se, “gritando ‘não votem mais neles’”. “Este vigor da sociedade civil deve servir para que uma classe política que está cada vez mais fechada sobre si própria, reaja”, conclui El Mundo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.