“Sismo mortal em Lorca”, é a manchete de El Periódico de Catalunya, um dia depois do terramoto de magnitude 5,2 na escala de Richter, que atingiu esta cidade espanhola de 90 mil habitantes, na região de Múrcia, no sul de Espanha. “A maior tragédia sísmica de Espanha desde 1956” (ano em que um tremor de terra matou 15 pessoas na zona de Granada) fez, até agora, oito mortos e 160 feridos. O Governo deslocou uma unidade militar de emergência para socorrer a população. Entre 10 e 20 mil pessoas passaram a noite na rua, com medo de novas réplicas, escreve o diário.
Também na primeira página, El Periódico interroga-se sobre o plano de ajuste da economia, lançado pelo primeiro-ministro, a 12 de maio de 2010: "Valeu a pena?", pergunta este diário barcelonês. El Periódico considera que, se “a tesourada de Zapatero afastou a ameaça de uma intervenção europeia para controlar o défice, também é certo que travou o crescimento”. O duríssimo plano de austeridade afastou a Espanha do grupo de países periféricos, conclui o jornal. “Até a imprensa anglo-saxónica, sempre pronta a comentar o que se passa em Espanha, aliviou a pressão”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.