"Bem-vindo, senhor Presidente!", titula o Handelsblatt após o "sim" definitivo de Angela Merkel à nomeação do governador do Banco de Itália, Mario Draghi, para a presidência do BCE, no próximo mês de outubro. Apanhada desprevenida pela reforma do "seu" candidato, o patrão do Bundesbank, Axel Weber, a chanceler alemã hesitou, constata o diário económico. "Em plena crise do euro, achou que não poderia impor aos alemães um banqueiro oriundo de um Estado campeão da inflação e do endividamento", escreve o Handelsblatt. Não obstante, nota o jornal, Mario Draghi é visto como um defensor da estabilidade, sobretudo, enquanto italiano, e capaz de obrigar os Estados do sul da Europa a enveredar pelo caminho dessa estabilidade. "O futuro do euro não fica assegurado simplesmente com a nomeação de Draghi. Mas a probabilidade de um regresso à estabilidade aumentou: Mario Draghi é o homem certo no momento certo", conclui o diário alemão. O jornal italiano La Stampa comenta que "Draghi foi convidado a ocupar um lugar nada confortável, no momento mais difícil da história do euro, num quadro geral de confusão nos mercados financeiros internacionais. A tarefa mais urgente e delicada do presidente do BCE é evitar, por um lado, a reestruturação da dívida grega e, por outro, conseguir que a economia da Grécia – num prazo razoável – retome o funcionamento normal que lhe permita regularizar as suas dívidas. Uma política idêntica será aplicada à Irlanda e a Portugal, dois países também atingidos por uma grave ‘doença financeira’".
Banco Central Europeu
Merkel diz finalmente “Ja” a Mario Draghi
12 maio 2011
Presseurop
Handelsblatt Handelsblatt, 12 maio 2011
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.