As previsões dos economistas americanos estão prestes a confirmar-se: o euro divide mais do que une os cidadãos europeus, escreve Die Zeit. "O Norte não quer continuar a ser o pagador. O Sul quer livrar-se dos cobradores de impostos. Para o contribuinte alemão, os seus impostos estão a financiar a vida em grande estilo dos irlandeses. Para os irlandeses que têm poupanças, essas poupanças estão a salvar os bancos alemães." Os partidos eurocéticos vão de vento em popa e o mesmo se pode dizer dos nacionalistas, populistas e outros profetas da desgraça. "A História não é um processo linear", sublinha este semanário de Hamburgo. E "a Europa pode desintegrar-se, da mesma maneira que se uniu, se não pusermos termo a este projeto de elite, em que os cidadãos não participam, e não começarmos a discutir de uma maneira democrática".
"As forças políticas estabelecidas perderam muita credibilidade, devido às suas manobras inábeis. Talvez reste apenas a ofensiva: um referendo europeu sobre o futuro do euro. Talvez o confronto de argumentos consiga convencer os céticos. Seria uma iniciativa arriscada, já que ninguém sabe como acabaria. Mas, em democracia, não se pode governar contra o povo. O que se torna claro é que – por mais graves que sejam – os problemas do euro podem ser resolvidos. Se a união monetária se afundar, será por motivos políticos."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.