"Os comunistas desculpam-se porque querem o poder", escreve na primeira página o Hospodářské Noviny.Vinte anos depois do fim da "cortina de ferro", os comunistas checos tentam desculpar os crimes cometidos ao longo de quarenta anos de totalitarismo.Mas Vojtěch Filip, o secretário-geral do Partido Comunista da Boémia e Morávia, não esconde o seu desejo de, em contrapartida, conseguir ter influência política no seu país, caso os sociais-democratas ganhem as eleições legislativas de Outubro."Temos todo o interesse em colaborar com a esquerda e estamos dispostos a tomar a iniciativa."
O Hospodářské Noviny recorda que Filip está a repetir as desculpas já apresentadas em 1989, pelo antigo PC da então Checoslováquia: que "os comunistas sempre consideraram as repressões do regime uma necessidade daquela altura". Nessa medida, não podem ser lidas como verdadeiras desculpas, mas uma "manobra política para chegar ao poder", considera o diário económico que, mesmo assim, estima que os comunistas serão capazes de alcançar o seu objectivo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.