"Regozijo-me que tenham conseguido matar Osama Bin Laden." Feita minutos depois de anunciada a execução por um comando norte-americano do chefe da Al-Qaeda, esta declaração pública, nada consentânea com o princípio do amor ao próximo, compromete Angela Merkel. "A chanceler sobressaltou muitos cristãos", titula o Berliner Zeitung, adiantando que Angela Merkel, também presidente do Partido Cristão-Democrata (CDU), foi violentamente criticada pelas igrejas e pelas bases, segundo as quais, "não há motivo de regozijo com a morte intencional de uma pessoa". "A liquidação de Osama Bin Laden vem provar que a cultura cristã não se afasta muito dos instintos básicos e arcaicos do Homem", constata o diário, no seu editorial. "As manifestações de alegria [em Nova Iorque] representam um ritual de distanciamento psicológico. Mas não se fez justiça e sacrificou-se um homem por instinto de vingança", comenta o diário, sublinhando a repugnância com que o ocidente condenou as manifestações de alegria no Paquistão após uma tentativa de atentado contra o antigo presidente norte-americano, George W. Bush.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.