"Consagrado" – é o título de hoje do Gazeta Wyborcza, após a cerimónia de beatificação do Papa João Paulo II perante cerca de um milhão de fiéis reunidos em Roma, em 1 de maio. "A beatificação mostrou que o Papa Wojtyła ainda está vivo. Tão vivo que a Igreja é animada pela sua mensagem", afirma um colunista do Rzeczpospolita, que acrescenta: "A cerimónia teve caráter universal, porque o pontificado de João Paulo II foi universal." Contudo, o principal comentador de assuntos religiosos do Gazeta Wyborcza, Jan Turnau, pede aos fiéis católicos que não maculem a imagem do defunto Papa. "O Papa veicula a palavra da Igreja, mas a Igreja também veicula a palavra do Papa: com o vosso discurso falsamente religioso, ou mesmo impregnado de estreiteza de vistas intelectual e de beligerância religiosa, estais a fazer dele uma figura insípida e provinciana. Estais a fechá-lo nas vossas sacristias, a afastá-lo das pessoas que vivem fora das fronteiras da Igreja", observa Turnau. E acrescenta: "Tentemos dar apenas um pequeno passo: conseguir que o mundo eclesiástico o veja como um mestre – um sábio que vale a pena escutar. Um dos eruditos de hoje. […] Não como um mentor ético mas como um conselheiro."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.