"Enfrentemos a realidade: a crise financeira não tem ponta de ‘sex appeal’. E sem referências sexuais nada vende rapidamente”, escreve o diário Polska. Assim, o que é mais "sexy"? Sucesso, mudança e crescimento, naturalmente. “Não é por acaso que a humanidade, embrenhada numa cada vez mais global e omnipresente rede de Informação, permaneça num estado mental de excitação quando o objecto universal de desejo é o consumo desenfreado”, salienta o jornal.
Por isso é que uma recessão prolongada, simbolizada geralmente nos manuais de economia pela letra “L”, é “o pior inimigo possível.” Hoje, o Polska diz que “ninguém tem tempo para uma doença que se arraste ou para “uma recuperação gradual.” O que interessa é o êxito, o tempo e o dinheiro. Por esse motivo, os governos estão a tentar superar a crise injectando enormes quantidades de dinheiro no sistema financeiro. “Não é necessariamente a melhor maneira, mas é certamente a mais rápida”, conclui o diário de Varsóvia.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.