“Municípios recusam entregar dezenas de hectares aos polacos”, noticia o Lidové noviny. Em 1958, explica o diário de Praga, a fronteira entre a Checoslováquia e a Polónia foi mal delimitada. Hoje, à guisa de compensação à Polónia, que recusou uma indemnização financeira, o Governo checo decidiu entregar parcelas de território, propriedade do Estado, no norte da Boémia e da Morávia, num total de 368 hectares. Mas tal decisão suscitou violentas críticas nos municípios onde se localizam essas terras, que temem que a diminuição do seu território se traduza, também, em diminuição de subsídios. Inspirados na campanha de protesto contra a instalação, na República Checa, do escudo antimíssil americano, os presidentes de câmara querem atrair a simpatia da opinião pública e, “se necessário, fazerem um referendo”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.