“A Itália também vai bombardear a Líbia”, é a manchete do Corriere della Sera. Depois de semanas de hesitação sobre a campanha – abriu as suas bases aéreas à coligação, mas limitando o seu papel a ações “não letais” – o Governo italiano anunciou que, agora, os seus aviões estão à disposição da NATO para missões de ataque contra as tropas de Kadhafi. Mas a Liga do Norte e outros membros da coligação que governa a Itália, manifestaram a sua oposição a esta mudança, continuando a dizer que o fim do regime de Tripoli terá graves consequências no controlo da imigração e nos interesses de Itália na zona. Para evitar complicações, a decisão não foi submetida ao Parlamento. O editorial do Corriere aprova a mudança, depois da qual a Itália deixa de estar “parada a meio” dos desentendimentos entre a França e a Alemanha, enquanto La Repubblica lamenta que tenha sido tomada “da pior maneira possível, não por razões estratégicas mas sob pressão dos Estados Unidos [...] Enfraquecido como está, Berlusconi não pode dar-se ao luxo de ter inimigos em Washington".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.