"Momento da verdade na Líbia", diz a manchete da revista The Economist, sobre a situação de mission creep [expressão militar que designa a extensão dos objetivos iniciais de um projeto ou missão] e desorientação que afeta a intervenção aliada naquele país do Norte de África. "Ao avanço dos rebeldes e à recuperação de terreno na direção Leste por parte do coronel Muammar Kadhafi seguiu-se aquilo que parece ser um impasse", escreve este semanário de Londres, que acrescenta que os "interesses diferentes" da coligação "se reafirmaram". Mais especificamente, Barack Obama tem estado a "adiar" a decisão sobre se os Estados Unidos da América fornecerão ou não os aviões especiais para atacar as tropas de Kadhafi nas zonas urbanas. "O problema é que a hesitação também indica uma falta de vontade mais vasta de ver o problema resolvido." The Economist incita Obama a não negar os aparelhos americanos, "na esperança de manter as mãos limpas. Tal como os europeus e os árabes, Obama deveria disponibilizar instrutores, especialistas de reconhecimento, logística e telecomunicações para ajudar a fortalecer os rebeldes, como a Resolução da ONU lhe permite fazer. Digam o que disserem os estudos de opinião, a nível interno, agora, o Presidente americano está envolvido nisto".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.