“Tréguas até à próxima guerra”: para o Lidové noviny, a remodelação governamental levada a cabo pelo primeiro-ministro, Petr Nečas, a 19 de abril, não vai mudar nada. Depois de várias semanas de um escândalo de corrupção em que estava implicado o Negócios Públicos (VV), um dos três partidos da coligação governamental, o diário escreve que “o resultado da crise é uma completa humilhação para o primeiro-ministro” que teve de substituir o ministro do Interior mas foi obrigado a manter os ministros do VV. “Onde está a ação contra o papel crescente dos negócios na política?”, pergunta o Lidové noviny, lembrando as ligações entre o VV e a empresa de segurança privada do seu fundador, Vít Bárta. É verdade que Nečas prometeu apresentar reformas económicas antes do verão, mas o diário de Praga continua cético: “O destino do Governo não está minimamente garantido”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.