"Memorandos secretos indicam haver ligação entre empresas petrolíferas e a invasão do Iraque", diz o título do Independent, que revela a conivência entre o Governo britânico e a indústria petrolífera nos dias que antecederam a invasão do Iraque, em 2003. As atas, agora divulgadas, de uma série de reuniões entre ministros e administradores de petrolíferas estão "em desacordo com as declarações públicas então proferidas por empresas petrolíferas e Governos ocidentais, negando a existência de interesses pessoais", salienta este diário de Londres. Um dos memorandos mostra que, em fins de 2002, a baronesa Elizabeth Symons, na época ministra do Comércio, disse à multinacional BP "que o Governo considerava que devia ser atribuída às empresas britânicas da área da energia uma parcela das enormes reservas iraquianas de petróleo e de gás, como compensação pela adesão militar de Tony Blair aos planos norte-americanos com vista a uma mudança de regime". Publicamente, a BP mantém que não tinha "interesses estratégicos" no Iraque mas, em privado, disse ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que o Iraque era "mais importante do que qualquer outra coisa a que assistimos, em muito tempo".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.