"Um polaco que não tenha emprego deve abandonar o país": é assim que De Volkskrant resume as medidas que o ministro dos Assuntos Sociais e do Emprego, Hans Kamp (VVD, partido liberal), pretende tomar em relação aos trabalhadores dos países da UE. Segundo este diário, as regras "serão reforçadas. Aqueles que não são capazes de fazer face às suas necessidades deverão partir". O ministro propõe que "os imigrantes que estejam sem trabalho há mais de três meses saiam do país" e que as regras para os delinquentes estrangeiros passem a ser mais rígidas. Os presidentes das Câmaras de Haia, que se referiu a um "tsunami de trabalhadores de Leste", e de Roterdão congratularam-se com a proposta. Por seu turno, o embaixador polaco "encara o projeto com preocupação". De Volkskrant anuncia ainda que "o domínio da língua holandesa passará a ser condição para a atribuição de um subsídio do Estado" a qualquer imigrante europeu, turco ou marroquino. O diário salienta, contudo, que estas medidas implicam a alteração prévia de uma diretiva europeia.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.