"Os finlandeses ameaçam a salvação do euro”, traz o Financial Times Deutschland em título. As eleições parlamentares a realizar em 17 de abril poderão levar a "uma revisão completa da estrutura do plano de resgate", explica o diário económico alemão, referindo-se ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira. De acordo com sondagens recentes, 48% dos eleitores opõem-se estritamente a um auxílio internacional a países em crise, na área do euro. E o altamente eurocético partido dos Verdadeiros Finlandeses poderá ficar em posição de influenciar a formação do próximo Governo. Para os eleitores, "é um erro querer ajudar Portugal e foi um erro ajudar a Grécia; deviam deixá-los ir à falência", comentou um alto funcionário do Ministério das Finanças, citado pelo diário.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.