A República Checa é "o país das baratas", constata o Lidové noviny, numa altura em que a crise política "toma proporções monstruosas" com um escândalo de gravações secretas dentro do Partido dos Negócios Públicos (VV), membro da coligação governamental. A palavra barata, em checo, significa não só o inseto mas também delator. O VV expulsou das suas fileiras uma deputada acusada, com base numa gravação secreta, de ter tentado fazer um golpe dentro do partido com o apoio do Partido Cívico Democrata (ODS), do primeiro-ministro Petr Nečas. Este escândalo segue-se a acusações de corrupção lançadas contra o fundador do partido, Vít Bárta, por essa mesma deputada e outros membros do VV. "Terá mesmo feito um golpe ou é uma mistificação?", interroga-se o diário de Praga. Uma coisa é certa: "O Governo dos suicidas" está prestes a cair. "A sociedade checa, durante anos, tolerou a corrupção na política e a maneira como os políticos desacreditaram os seus adversários na comunicação social. Antigamente, eram apenas pequenos fragmentos que vinham à tona, agora, temos, em direto, uma sociedade de delatores", sublinha o Lidové noviny.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.