“A recusa de vários ministros de aceitarem novos cortes no orçamento dos seus Ministérios causa inquietação na véspera do anúncio oficial do programa de estabilidade para 2012-2015”, escreve Ta Nea. A tensão está ao rubro dentro do Governo do primeiro-ministro George Papandréou por causa do anúncio, na próxima sexta-feira, 15 de abril, do plano de austeridade validado pela Comissão Europeia. Enquanto “alguns governantes não escondem que ponderam demitir-se” outros, como o ministro do Trabalho, não sabem onde podem fazer mais cortes no orçamento e cumprirem, ainda assim, as suas políticas. “Estas tensões intergovernamentais acontecem num cenário em que a re-estruturação da dívida grega volta a estar em primeiro plano. E se o ministro das Finanças exclui uma tal eventualidade, o seu homólogo alemão acha-a necessária em 2013”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.