O novo partido Assuntos Públicos (VV), um dos três pilares do Governo, está à beira da implosão, atingido por um escândalo de corrupção revelado pelo jornal Respekt. “O testemunho de um político do VV: ‘pelo meu silêncio [sobre o financiamento do partido], recebia 50 mil [coroas checas] por mês’”, era o título, a 4 de abril, do semanário de Praga, que citava o vice-presidente do partido, Jaroslav Škárka, agora expulso. O líder do VV, Vít Bárta, igualmente posto em causa, defendeu-se afirmando que não se trataram de subornos mas sim de empréstimos. “Bárta ataca Škárka: também pedia dinheiro emprestado a outros”, dizia o título do Hospodářské noviny a 7 de abril. Entretanto, o primeiro-ministro, Petr Nečas, pediu ao seu parceiro de coligação que explique aos cidadãos checos todos os contornos desta história. “Os Assuntos Públicos estão com um pé na cova”, comenta o HN. “Mais uma vez, a República Checa parece um país de doidos. O nosso Governo luta contra a corrupção em todo o lado menos nas suas próprias fileiras. Enquanto isso, as reformas decisivas ficam na gaveta. Como podemos confiar neste Governo?”, pergunta o diário de Praga.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.