“Estala a revolta sobre a prescrição curta”, é o título de La Repubblica, um dia depois do acalorado debate, na Câmara de Deputados, sobre a lei que encurta a duração da prescrição (e, por isso, também a duração do processo), e que, se for aprovada, anula milhares de processos em curso – entre os quais aqueles em que o chefe do Governo, Silvio Berlusconi, é acusado de corrupção. Várias centenas de pessoas manifestaram-se contra o Governo, frente à Câmara, atirando moedas e insultos aos ministros que passavam. “É o preço, intolerável, que Berlusconi quer obrigar os italianos a pagarem”, comenta o diário de oposição romano: “para lhe garantirem a impunidade, têm que renunciar à justiça”. Ao mesmo tempo, escreve o jornal, Berlusconi estava na ilha de Lampedusa, que atravessa uma crise humanitária provocada pelo desembarque de milhares de refugiados vindos do Norte de África. Prometeu aos desesperados habitantes tirar dali os imigrantes ilegais e anunciou-lhes que ele próprio acabava de comprar uma casa na ilha.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.