"As ações do Irish Life & Permanent caem face à aproximação da participação do Estado", escreve o Irish Times. Um dia antes da série de testes de resistência do Banco Central, o valor das ações deste prestador de serviços financeiros caiu 45%, na sequência de notícias de que a sua nacionalização seria inevitável. "Isso levaria a que o Estado tivesse interesses nas seis instituições financeiras irlandesas e marcaria a nacionalização virtual do sistema bancário irlandês", salienta o diário de Dublin, que acrescenta que o resgate custaria entre dois e três mil milhões de euros. Segundo o blogue Irland Business, do Guardian, um total de 46 mil milhões de euros terá já sido injetado em bancos irlandeses. E adianta que os testes de resistência poderão vir a revelar mais um buraco negro de entre 18 e 23 mil milhões de euros. Em termos de população, é como se a França, com 60 milhões de habitantes – em comparação com os 4,5 milhões da Irlanda – precisasse de perto de um bilião de euros de fundos públicos para manter os bancos em funcionamento.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.