“A economia [está] em estado de choque”, é o título do Handelsblatt, dois dias após a vitória dos Verdes nas eleições regionais em Bade-Wurtemberg. Até ao último dia, os empresários desse Land que está à frente no nuclear mas, também, na indústria automóvel e maquinaria pesada, fizeram campanha pelos conservadores. O seu temor de ver esfumar-se a política favorável às empresas era justificado, escreve o diário económico, que explica que a “onda verde” vai mais além do Bade-Wurtemberg: “A nova Leitkultur [cultura dominante] alemã é marcada pelo pacifismo, uma postura ferozmente antinuclear e cética no que diz respeito a grandes projetos. São sobretudo as grandes empresas energéticas que vão sofrer uma grande desvalorização do seu capital”. Por outro lado, Deutsche Bahn (a empresa de caminhos-de-ferro alemã) anunciou a suspensão provisória do projeto Estugarda 21.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.