“O depósito está cheio de gasolina, mas os buracos continuam na estrada”, traz o Daily Telegraph em manchete, no dia seguinte ao chanceler britânico George Osborne apresentar o seu último orçamento ao parlamento. Numa série de medidas que passaram despercebidas pela economia britânica estagnada, entre reduções drásticas e a previsão de um crescimento lento de 1.7% para 2011, Osborne anunciou “a cobrança anual de 2,3 mil milhões de euros em petróleo no mar do Norte, para financiar uma redução imediata das taxas do combustível de 1,14€ por litro”. “Estamos a pôr combustível no depósito da economia britânica”, declarou. Contudo, o diário conservador aponta que “as pequenas poupanças das famílias vão provavelmente diminuir devido aos impostos drásticos que já foram anunciados e entrarão em vigor no próximo mês”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.