“Severo aviso ao partido de Nicolas Sarkozy”, é o título de La Tribune, após um significativo recuo do UMP [obteve apenas 16% dos votos] na primeira volta das eleições cantonais em França. Metade dos eleitores foi chamada a eleger os seus conselheiros locais. O Partido Socialista ficou à frente, com 25% dos votos, mas foi sobretudo a grande subida da Frente Nacional que chamou a atenção: o partido de extrema-direita, dirigido por Marine Le Pen aparece logo a seguir ao UMP, com 15% dos votos. “A onda azul Marine varreu a França”, escreve o diário económico, sobre umas eleições em que a participação dos eleitores (54%) é “a mais fraca de sempre numas eleições cantonais”. Em caso de duelo entre a esquerda e a Frente Nacional na segunda volta, a 27 de março, deixa os seus eleitores “sem escolha”, recusando votar quer na FN quer na “frente republicana”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.